O feminino na dança do ventre

Desde os primórdios da humanidade, a dança do ventre está presente entre os povos. Era utilizada, principalmente, de forma sagrada, reverência em rituais a Grande Deusa Mãe, deusa do feminino e da fertilidade.

No decorrer da História, viajando com povos nômades, passou por diversas regiões, recebeu influência de várias culturas, pricipalmente da cultura árabe, formando a atual dança do ventre, cujos benefícios, do físico ao espiritual, fazem com que seja praticada por inúmeras mulheres.

Tal dança sobreviveu até os nossos dias, devido a sua graça, sensualidade e feminino. Feminino que, hoje, é novamente buscado pelas mulheres de nossa época. Há a necessidade deste reencontro, pois muito dele foi deixado, escondido em função da dominância do masculino (guerras, individualismo, ambição, etc.). Uma das formas de reencontrá-lo é a prática da dança do ventre, que traz em si essa carga enorme do feminino, que foi trazido e praticado desde o seu início, quando o objetivo era o culto a Deusa feminina.

Por esse motivo sua prática favorece não só fisicamente, quando se movimenta o corpo com a técnica, mas abrange a mulher como um todo, visando o seu equilíbrio total, isto é, um equilíbrio físico, mental, emocional; a mulher que vive, que pensa e que ama. Livremente... A dança do ventre pode ser praticada por todas as idades, independente das habilidades, ela está ao alcance de todas, sem exceção.

 

Maya Gaorry 2001 www.mayagaorry.com